SEM FRONTEIRAS
Jornal da Associação Social Cultural e Desportiva da Rebolosa
(SECÇÃO CULTURAL)
Director: Manuel Rei Esteves Barros
Publicação Trimestral – Ano XX - Nº 71 – Abril de 2012
NOTA DE ABERTURA
ÀS MÃES
- às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
- às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;
- às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
- às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...;
- às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho...;
- também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício...
A todas as Mães, a todas sem exceção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!
Fonte: APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
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NÃO PERCA DIA 10 DE JUNHO, NA REBOLOSA.
10º FESTIVAL DE ACORDEÃO E TOCADORES DE REALEJO COM A ATUAÇÃO ESPECIAL DE RUI ALVES. |
Entrudo no Lar de Santa Catarina
No passado dia 21 de Fevereiro festejou-se mais uma vez o carnaval no Lar de Santa Catarina, onde não faltou alegria e animação.
Contou com a participação de todos os nossos idosos, sempre prontos para a folia neste dia. Entre máscaras e balões, serpentinas e confettis, a tarde foi festejada com muito entusiasmo por todos.
Depois de gastas as energias foi altura de um delicioso lanche convívio, para assim recarregar baterias e continuar os festejos!
Como sempre, os nossos idosos ensinaram-nos que diversão não tem idade e que vale a pena viver com alegria e inspiração!
Esperamos que todos tenham igualmente passado um ótimo carnaval, e que os bons momentos se repitam mais vezes ao longo do ano.
Lar de Santa Catarina
Entregas via internet:
Para quem desejar fazê-lo via internet, pode dirigir-se à Junta de Freguesia, dentro dos prazos legais. Um serviço gratuito disponibilizado pela Junta de Freguesia de Rebolosa.
PARQUE DE DIVERSÕES
PROJETO
Depois de se ter aguardado quase dois anos pela disponibilidade da Câmara para a elaboração do Projeto, e como não foi possível, a Junta entregou a sua elaboração a uma empresa de engenharia civil, cujo custo ronda os 6.000 euros, acrescido de 23% de IVA. Neste momento está em fase avançada de elaboração.
Apela-se a todos os mordomos da Capeia Arraiana que possuem saldos de anos anteriores, o favor de o entregarem para custear as despesas de Projeto e início de obras.
CAMPO PEQUENO – CAPEIA ARRAIANA
Realiza-se, no dia 2 de junho, mais uma Capeia Arraiana no Campo Pequeno, promovida pela Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa.
Tal como se tem verificado em anos anteriores, também este ano, a Rebolosa estará presente. Quem estiver interessado em deslocar-se a Lisboa ou em adquirir bilhetes, deve contactar os elementos da Junta de Freguesia até ao dia 20 de maio.
Convívio de Pesca marcado para maio
A Associação de Caça e Pesca da Rebolosa realiza no domingo, 13 de maio, o convívio de pesca na ribeira da freguesia. Este convívio é dirigido a todos os sócios, conterrâneos e convidados.
O ponto de encontro será no Largo de Stª Catarina pelas 8h30.
Relembramos que a inscrição prévia é obrigatória até dia 11 de maio de 2012, junto da Direção da Associação.
As despesas são divididas entre todos os participantes. A Direção agradece a eventual colaboração em géneros para o almoço (bebidas, enchidos, sobremesas, etc).
A Direção da Associação de Caça e Pesca da Rebolosa
PROGRAMA
Concentração: 08h30 no Largo de Stª. Catarina
Início da pesca: 09h00
Almoço convívio: 12h30
Fim da pesca: 17h00
Inscrições: Obrigatórias até dia 11 maio junto da Direção da Ass. de Caça e Pesca:
Nota: Gratuito para as crianças até aos 14 anos
BATIDA À RAPOSA
No âmbito do plano de atividades da Associação de Caça e Pesca de Rebolosa, realizaram-se as batidas à raposa. Nos dias 15 e 29 de janeiro e 26 de fevereiro, pelas 8h45, foram muitos os que se juntaram no Largo de Santa Catarina para passarem um dia de alegre convívio, mas também para praticarem a atividade que envolve muitos dos que gostam do contacto com a natureza, de explorar os recursos cinegéticos, tendo em vista sempre a sua gestão sustentável.
Foram dias de intensa atividade e convívio entre associados e amigos, em que se percorreram alguns quilómetros pelas paisagens da Rebolosa, se “abateram” e caçaram algumas raposas.
Parabéns à Associação de Caça e Pesca pelas atividades desenvolvidas que servem também para dar vida à Rebolosa.
Para aqueles que não dominam esta atividade, aqui ficam algumas curiosidades retiradas da legislação em vigor:
A caça pode ser exercida pelos seguintes processos:
a) De salto — aquele em que o caçador se desloca para procurar, perseguir ou capturar exemplares de espécies cinegéticas que ele próprio levanta, com ou sem auxílio de cães de caça;
b) À espera — aquele em que o caçador, parado, emboscado ou não, com ou sem negaça ou chamariz e com ou sem cães de caça para cobro, aguarda as espécies cinegéticas a capturar;
c) De batida — aquele em que o caçador aguarda, para capturar, as espécies cinegéticas que lhe são levantadas por batedores, com ou sem cães de caça;
d) Com furão — aquele em que o caçador se coloca à espera para capturar coelhos -bravos com auxílio de furão;
e) A corricão — aquele em que o caçador se desloca a pé ou a cavalo para capturar espécies cinegéticas apenas com o auxílio de cães de caça e com ou sem pau;
f) De cetraria — aquele em que o caçador, para capturar espécies cinegéticas, utiliza aves de presa para esse fim adestradas, com ou sem auxílio de cães de caça;
g) De aproximação — aquele em que o caçador se desloca para capturar determinado exemplar de caça maior;
h) De montaria — aquele em que o caçador aguarda, em local previamente definido, para capturar exemplares
de caça maior levantados por matilhas de caça maior conduzidas por matilheiros;
i) Com lança — aquele em que o caçador para capturar exemplares de caça maior utiliza lança, com ou sem auxílio de cavalo e de cães de caça.
Documentos que devem acompanhar o caçador
1 — Durante o exercício da caça o caçador é obrigado a trazer consigo e a apresentar às entidades com competência para a fiscalização, sempre que lhe seja exigido:
a) A carta de caçador, quando não esteja dispensado nos termos da lei;
b) A licença de caça;
c) A licença dos cães que o acompanhem;
d) A licença de uso e porte de arma e o livrete de manifesto, quando utiliza armas de fogo, bem como a declaração de empréstimo, quando a arma não seja do próprio;
e) O recibo comprovativo do pagamento do prémio do seguro de caça válido;
f) O bilhete de identidade ou passaporte;
g) Quando menor, a autorização escrita da pessoa que legalmente o represente especificando o período para o qual a mesma é válida.
Definições de alguns termos relacionados com a caça:
a) «Aparcamentos de gado» a exploração pecuária que pratica processos de pastoreio ordenado em áreas compartimentadas;
b) «Áreas classificadas» as áreas que são consideradas de particular interesse para a conservação da natureza, nomeadamente áreas protegidas, sítios da Lista Nacional de Sítios, sítios de interesse comunitário, zonas especiais de conservação e zonas de protecção especial criadas nos termos das normas jurídicas aplicáveis onde o exercício da caça pode ser sujeito a restrições ou condicionantes;
c) «Áreas de protecção» as áreas onde o exercício da caça pode causar perigo para a vida, saúde ou tranquilidade das pessoas ou constitui risco de danos para os bens;
d) «Áreas de refúgio de caça» as áreas destinadas a assegurar a conservação ou fomento de espécies cinegéticas, justificando -se a ausência total ou parcial do exercício da caça ou locais cujos interesses específicos da conservação da natureza justificam interditar a caça;
e) «Armas de caça» as armas de fogo, legalmente classificadas como de caça, o arco, a besta e a lança;
f) «Batedor» o auxiliar de caçador com a função de procurar, perseguir e levantar caça maior sem ajuda de
cães ou caça menor com ou sem ajuda de cães;
g) «Caça» a forma de exploração racional dos recursos cinegéticos;
h) «Caçador» o indivíduo que, com excepção dos auxiliares, pratica o acto venatório, sendo titular de carta
de caçador ou dela está dispensado nos termos previstos na lei;
i) «Campos de treino de caça» as áreas destinadas à prática, durante todo o ano, de actividades de carácter venatório sobre espécies cinegéticas produzidas em cativeiro;
j) «Direito à não caça» a faculdade de os proprietários ou usufrutuários e arrendatários, neste caso quando o contrato de arrendamento rural inclua a gestão cinegética, requererem, por períodos renováveis, a proibição da caça nos seus terrenos;
l) «Enclave» os terrenos situados no interior de zona de caça não incluídos na mesma, ou que confinam com ela em, pelo menos, quatro sétimos do seu perímetro;
m) «Época venatória» o período que decorre entre 1 de Junho de cada ano e 31 de Maio do ano seguinte;
n) «Exercício da caça ou acto venatório» todos os actos que visam capturar, vivo ou morto, qualquer exemplar de espécies cinegéticas que se encontre em estado de liberdade natural, nomeadamente a procura, a espera e a perseguição;
o) «Jornada de caça» o exercício do acto venatório de um caçador por um dia de caça, considerado, em princípio, entre o nascer e o pôr do Sol;
p) «Lança» a arma de caça constituída por uma lâmina curta adaptada a uma haste suficientemente longa que possibilite ser empunhada com as mãos afastadas uma da outra ou o conjunto formado por punhal e haste amovível de adaptação, destinada a prolongar o seu punho para ser utilizado como lança;
q) «Largadas» a libertação, em campos de treino de caça, de espécies cinegéticas criadas em cativeiro e de
variedades domésticas de Columba livia, para abate no próprio dia;
r) «Matilha de caça maior» o conjunto de cães utilizados em montarias, com número máximo de 25 animais;
s) «Matilheiro» o auxiliar do caçador que tem a função de procurar, perseguir e levantar caça maior com ajuda de cães;
t) «Negaceiro» o auxiliar do caçador que tem a função de atrair espécies cinegéticas com a utilização de negaças;
PASSEIO A CAVALO FAZ PARAGEM NA REBOLOSA
Todos os meses, um grupo de amigos com cavalos, realiza um passeio. Desta vez, partiram do Faleiro, no passado dia 1 de abril, domingo, rumo à Rebolosa. Algumas dezenas de cavaleiros que partiram do Faleiro e fizeram uma paragem na Rebolosa para mostrar belos exemplares de cavalos. Foi bonito ver o Largo de Santa Catarina assim. Depois de uma bebida oferecida pela Junta de Freguesia, passaram pelo Lar para que também os utentes tivessem oportunidade de observar. Regressaram, de seguida, ao Faleiro passando pelo Escabralhado. No ponto de partida almoçaram e passaram bons momentos, apenas interrompidos pela chuva que começou a cair nesse dia.
INVERNO MAIS SECO DESDE 1931
Dizem as estatísticas do Instituto de Meteorologia que este inverno foi o mais seco dos últimos oitenta anos. As consequências da falta de chuva em território nacional podem ser muito graves para a agricultura e a pastorícia, além de aumentar o risco de incêndios. Nos últimos meses, assistimos a um grande número de incêndios, mesmo na área geográfica da Rebolosa. As reservas de água, apesar de ainda não estarem em risco, poderão sofrer uma diminuição nos próximos meses.
Conversando com alguns criadores de gado da nossa terra e do nosso concelho, todos são de opinião que a situação é muito grave. E dizem que “o pior ainda vai ser o próximo ano, porque assim não haverá palha nem feno que se possa armazenar”. Os custos de produção são altíssimos, uma vez que têm que recorrer a outros meios de alimentação animal.
O governo disse criar algumas formas de atenuar o problema, embora os responsáveis pela agricultura do país considerem não serem suficientes e muito tardias. Em declarações à comunicação social, a CAP (Conferaderação dos Agricultores de Portugal) recordou que há «120 milhões de euros» de pagamentos em atraso aos agricultores. Por outro lado, referiu que os apoios definidos especificamente em função da seca podem ficar aquém do necessário.
Também a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) lembrou as verbas em atraso relativas a 2011 e 2010 que, segundo adiantou, ascendem a «150 milhões de euros». Uma das medidas tomadas é a isenção do pagamento das contribuições para a Segurança Social durante seis meses. “Esperemos que todas as ajudas sejam rapidamente postas em prática”, dizem alguns agricultores.
No início de abril começou, finalmente, a chover! Vamos ver se ainda será tempo de recuperar algumas produções e pastagens. Esperemos que sim, para bem de todos.
PROVÉRBIOS SOBRE O TEMPO
. Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.
. Abril, Abril, está cheio o covil.
. Em Abril águas mil.
. Em Abril queima a velha o carro e o carril.
. Em Abril, cada pulga dá mil.
. Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.
. Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.
. Não há mês mais irritado do que Abril zangado.
. No princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim.
. Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.
. Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.
. Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.
. A chuva de Agosto apressa o mosto.
· Arco-íris contra a serra, chuva na terra.
· Arco-íris contra o mar, tira os bois e põe-te a lavrar.
· Boa noite após mau tempo, traz depressa chuva ou vento.
· Céu pardacento, ou chuva ou vento.
· Chuva de Agosto, apressa o mosto.
· Chuva de Fevereiro, vale por estrume.
· Chuva de São João, tira o vinho e o azeite e não dá pão.
· Chuva do Norte, não molha capote.
· Chuva miúda e neve aturada, são bom alimento de terra lavrada.
· Chuvas na Ascensão, das palhinhas fazem pão.
· De Todos os Santos ao Advento, nem muita chuva nem muito vento.
· É mau de contentar quem quer sol na eira e chuva no nabal.
· Espirro de bode é sinal de chuva.
· Há sol que rega e chuva que seca.
· Lágrimas de sermão e chuva de trovoada caem na terra e não valem nada.
· Lua à tardinha com anel, dá chuva à noite a granel.
· Não tenhas medo ao frio nem à geada, senão à chuva porfiada.
· Páscoa molhada, chuva abençoada.
· Quando os porcos bailam, adivinham chuva.
· Relâmpagos ao Norte, vento forte; se do Sul vem, chuva também.
· Se vem chuva e depois vento, põe-te em guarda e toma tento.
· Sol de Inverno e chuva de Verão, não me enganarão.
· Sol na eira e chuva no nabal, seria o ideal.
· Tanta chuva pelas Candeias, tantas abelhas para as colmeias.
· Tempo traz tempo e chuva traz vento.
· Trovão longe, chuva perto.
· Vento de Março e chuva de Abril, vinho a florir.
· Vento suão, chuva na mão: de Inverno sim, de Verão não.
CEMITÉRIO
Depois de, há quase quatro anos, terem sido roubadas as pedras em forma de pirâmides que estavam colocadas à entrada e em cada canto do cemitério, a Junta decidiu colocar as que ainda se conseguiram retirar na altura do roubo e mandar fazer mais duas. Desta vez foram tomadas algumas medidas de prevenção para evitar um novo furto. Todos devemos estar atentos a movimentos e pessoas estranhas que se aproximem de locais com algum interesse.
NOVOS ESPAÇOS DE LAZER
No antigo cemitério, junto à Casa Mortuária, a Junta decidiu mandar construir um jardim para embelezar o espaço.
Junto aos Balneários, no campo de Futebol, foi construído um espaço para churrasqueira e serviços de apoio. Os jovens (e menos jovens) depois de praticarem desporto, já podem usufruir de um espaço com melhores condições, mesmo quando as condições atmosféricas não são as melhores. Esta foi uma iniciativa de um grupo de rebolosenses que praticam desporto, que, voluntariamente, construíram o espaço, contando com a colaboração financeira da Junta de Freguesia para pagamento dos materiais. Uma boa iniciativa e um bom exemplo de voluntariado.
FESTIVAL DO GRAMINÊS
O "cinco quinas" promoveu pelo 2º ano consecutivo o " Festival do Graminês" - vinho novo do Sabugal.
Sendo uma iniciativa que envolve poucos meios financeiros é ainda assim, e segundo o nosso ponto de vista, de grande significado, visto ser a promoção de um produto aqui fabricado, com grande significado cultural que pode vir a ser um embaixador dos outros produtos agrícolas do concelho e a produção e venda destes, aliada ao Turismo Rural, um meio de fixar jovens no concelho. Claro que é necessário apostar na sua genuidade e diferença em relação aos vinhos já existentes no mercado, no aperfeiçoamento técnico da sua produção e na sua comercialização como vinho de agricultor, que sob a designação comum de "Graminês", o vende individualmente.
Da Rebolosa participaram quatro produtores e a organização espera que possam continuar a produzir e a melhorar o seu vinho para que um dia se possa cumprir o objetivo referido.
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ÓBITOS
. Faleceu no dia 31 de janeiro, António Antunes Barros, viúvo de Maria Basília. Tinha 78 anos e foi sepultado no cemitério de Rebolosa, no dia 1 de fevereiro. . Faleceu no dia 7 de fevereiro, Maria dos Anjos Esteves (Marquitas). Era solteira. Tinha 90 anos e foi sepultada no cemitério de Rebolosa, no dia 8 de fevereiro. Eram ambos utentes do Lar. Sentidos pêsames às respetivas famílias.
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REUNIÃO DA ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO
Realizou-se no dia 4 de março de 2012, pelas 15:00 horas, na antiga escola primária (espaço internet), a reunião ordinária da Associação, tendo como principal objetivo a aprovação da conta de gerência de 2011. Depois de esclarecidas algumas dúvidas dos sócios sobre o funcionamento do Lar e sobre mensalidades dos utentes, passou-se à análise e aprovação das seguintes contas que foram aprovadas por unanimidade.
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ASSOCIAÇÃO SOCIAL CULTURAL E DESPORTIVA |
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DA REBOLOSA |
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RELATORIO DE CONTAS DO ANO DE 2011 |
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DESPESAS |
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Vencimentos dos funcionários |
85.251,85 € |
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Alimentação e limpeza |
32.817,41 € |
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Segurança Social e Contabilidade |
34.297,32 € |
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Comunicações |
1.278,27 € |
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Eletricidade |
4.658,18 € |
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Gás para aquecimento e cozinha |
13.996,95 € |
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Manutenção dos veiculos e gasóleo |
1.042,58 € |
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Seguros |
1.412,61 € |
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Jornal "Sem Fronteiras" |
1.337,51 € |
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Obras no lar |
78.534,82 € |
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Outras despesas |
22.069,49 € |
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Total |
276.696,99 € |
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RECEITAS |
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Cotas dos sócios |
3.535,00 € |
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Mensalidade dos utentes |
120.545,50 € |
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Donativos |
4.380,18 € |
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Refeições |
957,00 € |
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Segurança Social |
96.700,88 € |
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Retorno do IVA |
20.030,13 € |
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Outras instituições |
100,00 € |
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Jornal "Sem Fronteiras" |
1.972,50 € |
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Outras receitas |
9.167,67 € |
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Total |
257.388,86 € |
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BALANÇO ANUAL |
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Transitou do ano de 2010 |
-28.510,08 € |
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Saldo do ano de 2011 |
-19.308,13 € |
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Saldo da Associação em 2011 |
-47.818,21 € |
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ENTREVISTA A SÓNIA ADÃO
Sónia Cristina Barros Adão, filha de Nuno Miguel Cordeiro Adão e de Florência Paulos Barros, nasceu a 27 de outubro de 1988. É natural da freguesia de Rebolosa, casada com Hugo Aparício. No dia 15 de Outubro de 2011 foi mãe de uma menina de seu nome Beatriz. Há cerca de 1 ano decidiu apostar na Rebolosa, criando a empresa Sónia Adão, Unipessoal Lda.
O SEM FRONTEIRAS conversou com a Sónia:
SEM FRONTEIRAS: Embora ainda jovem, estudaste e já viveste noutros locais e regressaste à Rebolosa. O que te levou a regressar à tua terra?
Sónia: No contexto económico em que vivemos é praticamente impossível começar a vida do “zero” noutros locais;
SF: Que tipo de atividade desenvolve a tua empresa?
Sónia: Exploração de bar, plantações, limpeza de floresta, todo o tipo de trabalho agrícola e venda de lenha.
SF: O que te levou a investir neste ramo de atividade na Rebolosa?
Sónia: É uma actividade já anteriormente desenvolvida pelo meu Pai, que decidi continuar com a ajuda dele;
SF: Quantas pessoas trabalham na empresa?
Sónia: É uma empresa familiar, essencialmente.
SF: Tem sido fácil levar por diante a tarefa de empresário?
Sónia: Com o apoio familiar que tenho não tem sido difícil a curto prazo, no futuro não sei como será;
SF: Os clientes são essencialmente de onde?
Sónia: É um leque bastante variado de pessoas e locais;
SF: Que projeto(s) consideras importante(s) realizar na Rebolosa?
Sónia: Na minha opinião acho que uma das coisas que seria importante ser criada na Rebolosa era, uma Organização que apoiasse os jovens na organização das suas vidas na Aldeia, para lhe ser proporcionada um pouco mais de qualidade de vida.
Agradecemos a disponibilidade da Sónia. Desejamos-lhe as maiores felicidades profissionais e pessoais.
Beatriz, de seis meses, filha de Hugo e Sónia, a habitante mais nova da Rebolosa.
Atualmente, tem-se sentido, em Portugal, as consequências da seca onde a Rebolosa não escapou.
Uma dessas consequências tem sido os incêndios que deflagraram nos Pastos, nas Cabeças Altas e nos Cabeços, sendo este último de grandes proporções. Atendendo ao local de início dos mesmos não deixa duvidas de que têm origem humana e propositada, o que é de lamentar. Não se sabem qual os objetivos que levam a este fim.
A distribuição temporal dos incêndios florestais na Rebolosa é marcada sazonalmente, verificando-se o maior número de ocorrências e de área ardida nos meses de julho, agosto e setembro. Devido à pouca pluviosidade e temperaturas elevadas da época estão reunidas as condições para que ocorram incêndios.
A propagação dos incêndios depende das condições meteorológicas, da intensidade e direção do vento, da falta de humidade devido à seca e devido à abundância de muito mato, onde se destacam as giestas. O vento é também responsável pelo arrastamento de faúlhas que poderão provocar focos de incêndio a distâncias consideráveis.
A floresta na Rebolosa tem sido ao longo dos últimos anos alvo de perdas significativos quer em termos de áreas ardidas quer em destruição de espécies singulares, bem como espécies cinegéticas.
Embora difícil de quantificar, a emissão de gases e partículas libertadas durante um incêndio, são responsáveis por graves impactos ambientais.
Quando uma área devastada por um incêndio florestal é sujeita a chuvas intensas, tornar-se mais susceptível a riscos ambientais, como deslizamentos de terra. Com a destruição da camada superficial vegetativa, os solos ficam mais vulneráveis a fenómenos de erosão e transporte provocados pelas águas pluviais e pelo vento, reduzindo também a sua permeabilidade.
PREVENÇÃO
O seu contributo para proteger as florestas do fogo é muito simples e importante. Bastam algumas ações preventivas, medidas de bom senso, para diminuir o risco de incêndio: